Tempestade Solar G4: Auroras Boreais Raras – O Que Está Acontecendo?

Tempestade Solar G4

🌌 Por que as auroras apareceram tão ao sul?

As auroras que surgiram nos EUA, Europa, Ásia e até partes do Brasil foram provocadas por uma forte tempestade solar G3/G4, gerada pela fusão de múltiplas CMEs — incluindo uma rara “tempestade canibal” que intensificou o impacto geomagnético na Terra.

  • ⚠️ O que causou? Três CMEs sucessivas; a segunda engoliu a primeira antes de atingir a Terra.
  • 🌎 Onde apareceu? EUA (Flórida, Texas), Canadá, Reino Unido, Japão e regiões do Brasil.
  • 📡 Quais os riscos? Interferência em GPS, satélites, comunicação e redes elétricas.
  • 🔭 Vai continuar? Sim — ainda há chance de atividade entre G1 e G3 nas próximas horas.

O fenômeno ocorreu quando partículas altamente energéticas colidiram com o campo magnético terrestre, produzindo luzes visíveis muito além das latitudes polares.

As auroras boreais nos EUA e ao redor do mundo iluminaram o céu esta semana após uma série de tempestades solares G3 e G4 atingirem a Terra.

Tempestade Solar G4

O que provocou as auroras nos EUA e em outros países esta semana?

A intensa exibição de luzes no céu foi causada por uma sequência de tempestades geomagnéticas originadas de ejeções de massa coronal (CMEs) lançadas pelo Sol.

As CMEs chegaram à Terra com força suficiente para desencadear auroras visíveis até na Flórida, algo extremamente incomum.

Onde as auroras puderam ser vistas?

🌍 Mapa de Latitudes da Aurora: onde o céu brilhou

Veja em que faixas de latitude as auroras foram observadas durante a tempestade solar recente, com registros em regiões que normalmente não veem o fenômeno.

🧊 Altas latitudes (≈ 60°–70°N)

  • Escócia, Irlanda do Norte e norte da Inglaterra
  • Países nórdicos e Islândia
  • Canadá e Alasca

Zona típica de auroras, mas com brilho mais intenso que o normal nesta tempestade.

🌗 Latitudes médias (≈ 40°–55°N)

  • Estados do centro-norte dos EUA (Illinois, Oregon)
  • Europa Central (Alemanha, Polônia, França)
  • Regiões do leste europeu e norte da Ásia

Área onde as auroras não são garantidas, mas apareceram com boa visibilidade em fotos e vídeos.

🔥 Latitudes baixas (≤ 35°N) — raríssimas

  • Estados do sul dos EUA (Flórida, Texas)
  • Regiões mais ao sul da Europa em céu muito escuro
  • Possíveis registros fracos próximos a latitudes subtropicais

Nessas faixas, as auroras costumam ser invisíveis a olho nu, mas câmeras e celulares captam o brilho esverdeado ou rosado no horizonte.

💡 Dica TecMaker: use apps de monitoramento de auroras + modo noturno da câmera para registrar o fenômeno em futuras tempestades solares fortes.

As auroras apareceram:

  • Nos estados do norte dos EUA, como Michigan, Wisconsin e Minnesota
  • Em áreas raras, como Kansas, Carolina do Norte, Oklahoma e Flórida
  • Em diversas partes da Europa, incluindo Reino Unido, Irlanda, Noruega e Alemanha
  • Em regiões de céu escuro no Canadá e na Islândia

Câmeras e celulares registraram o fenômeno mesmo quando o olho humano não percebia.

O que é uma tempestade solar G3 ou G4?

As tempestades são classificadas de G1 a G5:

  • G3 (forte) → auroras amplas + impactos moderados
  • G4 (severa) → auroras em latitudes baixas + risco para satélites e redes elétricas
  • G5 (extrema) → risco crítico para energia e telecomunicações

O evento mais recente variou entre G3 e G4, segundo o Space Weather Prediction Center (SWPC).

O que é a “tempestade canibal” citada pelos cientistas?

Segundo o British Geological Survey, duas CMEs deixaram o Sol em sequência:

  1. A primeira, mais lenta
  2. A segunda, mais rápida

✔ A segunda colidiu e engoliu a primeira antes de atingir a Terra.

Isso intensificou a força geomagnética — daí o nome “cannibal storm”.

A tempestade solar trouxe riscos?

Sim. Tempestades geomagnéticas fortes podem causar:

1. Risco para satélites

  • Perda de orientação
  • Falhas temporárias
  • Distorções em GPS

2. Risco para redes elétricas

  • Sobrecarregamento de transformadores
  • Instabilidades regionais
  • Desligamentos preventivos

3. Risco para comunicações

  • Ondas curtas prejudicadas
  • Navegação aérea afetada
  • Internet via satélite instável

A Blue Origin, de Jeff Bezos, precisou adiar um lançamento da NASA por causa da tempestade.

A tempestade de terça-feira foi a mais forte do ciclo solar?

Foi a terceira mais intensa do ciclo atual, segundo Ryan French, físico solar da Universidade do Colorado.

Um dado impressionante: sensores registraram 3,5 volts por quilômetro na Escócia — um valor nunca documentado antes.

Estamos perto do pico do ciclo solar?

Sim.

O máximo solar, o ápice de atividade do Sol, ocorreu em outubro de 2024.

Durante o período de declínio (onde estamos agora), as erupções mais violentas costumam ocorrer, mesmo com menos manchas solares visíveis.

O que é uma CME e por que ela gera auroras?

Uma CME é:

  • Uma bolha gigante de plasma
  • Rica em partículas energizadas
  • Lançada pela coroa solar

Quando atinge a Terra:

  1. Interage com o campo magnético
  2. Desvia partículas para os polos
  3. Excita gases na atmosfera
  4. Produz as luzes coloridas da aurora

Dica rápida para ver auroras

Se houver nova tempestade:

  • Vá para uma área sem luz urbana
  • Olhe para o norte
  • Use o celular com câmera em longa exposição
  • Acompanhe o índice KP (KP7 ou maior indica auroras fora da região polar)


 O Essencial: Por Que as Auroras Explodiram pelo Mundo Esta Semana

Tempestade Solar G4


As auroras vistas nos EUA e no mundo foram causadas por tempestades solares G3/G4 resultantes de múltiplas CMEs, incluindo uma “tempestade canibal”. O fenômeno provocou auroras até na Flórida e pode causar impactos em satélites, GPS e redes elétricas. Novas tempestades leves ainda são possíveis.

FAQ — Perguntas Frequentes sobre a Tempestade Solar G4 e Auroras Raras

1. O que é uma tempestade solar G4?

Uma tempestade solar G4 é um evento grave na escala geomagnética (que vai de G1 a G5) causada por explosões solares intensas e ejeções de massa coronal (CMEs). Ela pode gerar auroras em regiões incomuns e afetar sistemas de energia, satélites e GPS.


2. Por que auroras foram vistas em estados do sul dos EUA, como Flórida?

Auroras excepcionalmente fortes ocorreram porque múltiplas CMEs se combinaram, formando uma “tempestade canibal”, que intensificou o impacto da radiação solar sobre o campo magnético da Terra, empurrando o brilho até latitudes muito baixas.


3. O fenômeno representa risco para humanos?

Não. As auroras são visualmente intensas, mas não oferecem risco direto às pessoas. Os impactos maiores são tecnológicos (satélites, redes elétricas, comunicações e GPS).


4. A tempestade pode causar apagões ou quedas de internet?

Sim. Eventos G4 podem gerar:

  • flutuação em redes elétricas,
  • erros em sistemas de GPS,
  • falhas temporárias em comunicações de rádio,
  • interrupções em satélites de órbita baixa (LEO).

Operadoras e centros meteorológicos geralmente são avisados com antecedência.


5. A NASA prevê novas auroras nos próximos dias?

Há possibilidade de novas auroras de G1 a G3, dependendo da chegada de outras CMEs. Porém, os picos mais fortes provavelmente já passaram.


6. O que é uma “tempestade canibal”?

É quando duas CMEs se fundem no caminho até a Terra, com a segunda absorvendo a primeira por ser mais rápida. Isso gera impactos intensificados no campo magnético terrestre.


7. Tempestades solares podem danificar meu celular ou computador?

Não diretamente. O risco real recai sobre:

  • satélites,
  • redes de energia,
  • comunicações via rádio,
  • sistemas que dependem fortemente de GPS.

8. Por que as auroras são verdes, vermelhas ou roxas?

As cores surgem da interação entre partículas solares e gases da atmosfera:

  • Verde: oxigênio a ~100 km
  • Vermelho: oxigênio acima de 200 km
  • Roxo/Azul: nitrogênio ionizado

9. Como saber se verei auroras na minha região?

Use ferramentas como:

  • NOAA SWPC (Kp Index)
  • Aplicativos de aurora (Aurora Alerts, My Aurora Forecast)
  • Sites de monitoramento solar em tempo real

Para ver auroras, o índice Kp precisa ser muito alto (geralmente Kp 7 ou mais).


10. Quando ocorreu a última tempestade solar extrema antes desta?

A última tempestade G5 havia acontecido em maio de 2024, e antes disso, somente em 2003, que causou apagões na Suécia e danos a transformadores na África do Sul.

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