O mundo ao seu redor está mudando em silêncio — e você provavelmente nem percebeu.
Algumas coisas que sempre fizeram parte do seu cotidiano estão prestes a desaparecer. Não de forma dramática. Não com anúncio oficial. Mas sendo lentamente substituídas por versões mais rápidas, mais digitais e mais “invisíveis”.
Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, um momento histórico que mistura inteligência artificial, automação e tecnologia no cotidiano. A tecnologia evolui para tornar tudo mais rápido, automático e invisível. O que antes exigia esforço passa a acontecer com um clique. A presença física passa a ser feito à distância. O que exigia atenção humana passa a ser feito por sistemas inteligentes.
Este artigo não é uma lista superficial. É uma análise estratégica das coisas que vão desaparecer em breve — e por que isso está acontecendo.
A Quarta Revolução Industrial está eliminando silenciosamente o que conhecemos
A Quarta Revolução Industrial não é apenas sobre robôs e inteligência artificial. É sobre eficiência invisível.
Ela funciona com três princípios fundamentais:
- Redução de fricção
- Automação de tarefas humanas
- Digitalização total da experiência
Tudo que gera atrito tende a desaparecer.
Isso explica por que tantas coisas que vão desaparecer em breve não são “ruins” — apenas são ineficientes diante da nova lógica tecnológica.
Coisas que vão desaparecer em breve: análise rápida
Abaixo está um resumo estratégico das principais coisas que vão desaparecer em breve na Quarta Revolução Industrial — e o motivo tecnológico por trás de cada substituição.
1. Controle remoto
Substituído por comandos de voz, inteligência artificial integrada e aplicativos móveis. A tendência é eliminar interfaces físicas intermediárias.
2. Recibos e documentos de papel
Digitalização total, assinatura eletrônica, blockchain e armazenamento em nuvem tornam o papel lento, inseguro e desnecessário.
3. Shoppings tradicionais
Pressionados por e-commerce, experiências omnichannel e logística inteligente. O modelo físico tende a se tornar híbrido ou experiencial.
4. Cabos de carregador
Carregamento por indução, superfícies inteligentes e energia sem fio reduzem a necessidade de conexões físicas.
5. Senhas
Substituídas por biometria, reconhecimento facial e passkeys. A autenticação se torna invisível e automática.
6. Atendentes de comércio
Automação, autoatendimento e inteligência artificial conversacional reduzem funções operacionais repetitivas.
7. Anonimato público
Câmeras com IA e reconhecimento facial tornam o monitoramento mais presente. Privacidade passa a ser reconfigurada digitalmente.
8. Chocolate tradicional
Mudanças climáticas e biotecnologia impulsionam alternativas sintéticas e produção sustentável em laboratório.
A tecnologia evolui para tornar tudo mais rápido, automático e invisível. O que antes exigia esforço passa a acontecer com um clique — ou sem clique algum.
Por que essas coisas vão desaparecer?
Porque a lógica da tecnologia é clara:
Reduzir custo
Aumentar velocidade
Automatizar processos
Tornar invisível o que gera esforço
O mundo ao seu redor está mudando em silêncio.
Não é sobre “perder coisas”.
É sobre substituir por sistemas mais eficientes.
O padrão invisível por trás das coisas que vão desaparecer em breve
Existe um padrão:
- Algo físico
- Algo que exige presença
- Algo que depende de memória humana
- Algo que cria fricção
Esses quatro fatores indicam alto risco de substituição.
A tecnologia substitui, mas também cria
Importante: quando falamos de coisas que vão desaparecer em breve, não estamos falando apenas de perda.
Cada substituição cria:
- Novos empregos
- Novos mercados
- Novas indústrias
- Novas competências
A Quarta Revolução Industrial elimina funções repetitivas, mas expande funções estratégicas.
Você está preparado para o que vai desaparecer?
A transformação que estamos vivendo não é ruidosa. Ela não chega com sirenes, anúncios oficiais ou despedidas simbólicas. Ela acontece de forma gradual, silenciosa e quase imperceptível. Quando percebemos, aquilo que era comum já se tornou obsoleto.
As coisas que vão desaparecer em breve não somem de um dia para o outro. Elas perdem relevância. Tornam-se menos práticas, menos eficientes, menos compatíveis com a lógica da Quarta Revolução Industrial. E então, simplesmente deixam de fazer sentido.
O desaparecimento não é destruição — é substituição
Existe um erro comum ao falar sobre coisas que vão desaparecer em breve: imaginar um cenário apocalíptico. Não é isso que acontece.
A tecnologia raramente elimina algo sem oferecer uma alternativa. O controle remoto é substituído por comandos de voz. O papel dá lugar à nuvem. A senha se transforma em biometria. O atendente é substituído por automação inteligente.
O padrão é claro:
- Redução de fricção
- Aumento de velocidade
- Automatização de processos
- Invisibilidade da interface
A tecnologia evolui para tornar tudo mais rápido, automático e invisível. O que antes exigia esforço passa a acontecer com um clique. A presença física passa a ser feita à distância. O que exigia atenção humana passa a ser feito por sistemas inteligentes.
Não é um fim. É uma transição.
O mundo ao seu redor está mudando em silêncio
Talvez a parte mais impactante seja essa: você já está vivendo dentro dessa mudança.
Você já paga por aproximação.
Já assina documentos digitalmente.
Conversa com assistentes virtuais.
Já compra sem falar com ninguém.
Aceita termos de uso que nem lê.
O mundo ao seu redor está mudando em silêncio — e a maioria das pessoas só percebe quando a mudança já está consolidada.
As coisas que vão desaparecer em breve fazem parte desse processo natural de adaptação tecnológica. O que hoje parece comum amanhã parecerá estranho.
Quem se adapta antes, lidera
A verdadeira pergunta não é se essas coisas vão desaparecer.
A pergunta é: você vai perceber o movimento antes ou depois da maioria?
A Quarta Revolução Industrial mistura inteligência artificial, automação e tecnologia no cotidiano. Ela não elimina apenas objetos — ela redefine hábitos, profissões e modelos mentais.
Quem entende o padrão:
- Aprende mais rápido
- Investe melhor
- Se prepara profissionalmente
- Evita obsolescência pessoal
Adaptabilidade se torna uma habilidade estratégica.
O futuro não elimina pessoas — elimina ineficiência
Existe um medo recorrente de que a tecnologia “substitua humanos”. Mas o que ela realmente elimina é ineficiência.
Atividades repetitivas.
Processos lentos.
Etapas intermediárias.
Dependência de memória humana.
O desaparecimento de certas coisas abre espaço para novas funções, novas oportunidades e novas indústrias. Cada revolução tecnológica da história fez isso.
O desafio não é impedir a mudança.
É entender para onde ela está indo.
Você está atento ao que já está desaparecendo?
Se você observar com atenção, verá que várias coisas que vão desaparecer em breve já começaram a sumir — apenas ainda não notamos totalmente.
A pergunta final é simples e direta:
Você está preparado para viver em um mundo onde o físico se torna digital, o manual se torna automático e o visível se torna invisível?
A transformação não vai parar.
E quem compreende isso antes, constrói o futuro — em vez de ser surpreendido por ele.
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A Quarta Revolução Industrial não acontece em um único setor — ela se espalha por dispositivos, infraestrutura, conectividade e comportamento humano.

Eduardo Barros é editor-chefe do Tecmaker, Pós-Graduado em Cultura Maker e Mestre em Tecnologias Educacionais. Com experiência de mais de 10 anos no setor, sua análise foca em desmistificar inovações e fornecer avaliações técnicas e projetos práticos com base na credibilidade acadêmica.










