🔎 Entenda o que está acontecendo com Sam Altman e os bebês geneticamente editados
Sam Altman, CEO da OpenAI, está apoiando uma startup que quer usar edição genética para evitar que bebês nasçam com doenças hereditárias. Veja abaixo as respostas rápidas antes de ler o artigo completo.
- Tema central: edição genética de embriões
- Startup envolvida: Preventive
- Questão principal: até onde é seguro e ético mexer no DNA antes do nascimento?
Clique nos tópicos para ver respostas diretas:
✅ O que a startup Preventive quer fazer?
A ideia é editar embriões para que bebês não nasçam com doenças hereditárias graves.
⚖️ Isso é permitido nos Estados Unidos?
Não. A prática é proibida nos EUA, Reino Unido e muitos países. Por isso, testes podem acontecer em lugares onde as regras são mais flexíveis.
⚠️ Quais são os principais riscos?
O maior medo é causar mudanças no DNA que tragam novos problemas de saúde ou que passem para futuras gerações.
💊 Quais seriam os possíveis benefícios?
Evitar doenças sérias antes mesmo do nascimento e ajudar famílias que têm risco alto de transmiti-las.
🧬 Isso significa criar “bebês perfeitos”?
Não. Hoje, a ciência não consegue controlar características como inteligência ou aparência. O foco é evitar doenças.
OpenAI CEO Sam Altman e seu marido Oliver Mulherin estão apoiando uma startup chamada Preventive, que pretende editar geneticamente embriões humanos para eliminar doenças hereditárias. O projeto levantou US$ 30 milhões e reacendeu debates éticos, legais e científicos.
O que a Preventive quer fazer exatamente?
A empresa quer criar bebês a partir de embriões geneticamente editados para impedir que nasçam com doenças hereditárias graves.
Principais objetivos da startup
- Excluir mutações genéticas antes do nascimento
- Oferecer alternativas a pais com risco elevado de transmitir doenças
- Realizar pesquisas em locais onde a prática é legal
- Criar terapias genéticas mais seguras e precisas
Onde essa tecnologia seria testada?

Edição genética em embriões é ilegal nos EUA, Reino Unido e grande parte do mundo.
A Preventive estaria negociando com os Emirados Árabes Unidos, onde o procedimento é permitido.
Quem mais está investindo?
Além de Altman e Mulherin, o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, também financia o projeto.
Por que Armstrong apoia a ideia?
Segundo ele:
- 300 milhões de pessoas no mundo têm doenças genéticas.
- Corrigir o problema no embrião é “muito mais fácil” do que tratar a doença depois.
- Pesquisas básicas devem avançar para “curar doenças já no nascimento”.
Por que isso gera tanta polêmica?
📲 Veja o post original no Instagram
Abrir postagem no InstagramA criação de bebês geneticamente editados envolve riscos e questões éticas profundas.
Principais críticas
- Ética: medo de criação de “bebês sob medida”
- Segurança: tecnologias de edição podem causar mutações indesejadas
- Desigualdade: acesso inicial apenas para quem pode pagar
- Impactos desconhecidos: efeitos ao longo da vida são imprevisíveis
Organizações como GM Freeze afirmam que o conhecimento atual sobre função dos genes ainda é incompleto.
O que já existe de comprovado na edição genética em bebês?
Em 2024, um bebê chamado KJ Muldoon, da Pensilvânia, tornou-se o primeiro caso documentado de terapia genética personalizada realizada logo após o nascimento.
O que foi feito?
- Correção de erro genético causador de deficiência severa de CPS1
- Tratamento experimental criado exclusivamente para ele
- Publicado no New England Journal of Medicine
Por que isso importa?
Segundo o Dr. Kiran Musunuru:
“É o primeiro passo para tratar uma variedade de doenças genéticas raras usando edição genética.”
Isso demonstra que terapias personalizadas são possíveis — mas diferente do conceito de editar embriões antes de nascerem, que é muito mais complexo e controverso.
A tecnologia poderia prever inteligência, altura ou aparência?

Algumas empresas exploram essa possibilidade, mas:
- Não é comprovado cientificamente
- Não é permitido em países ocidentais
- Gera forte oposição ética
Hoje, isso está mais próximo da ficção do que da aplicação real.
O que é permitido e o que é proibido hoje
| País / Região | Editar embriões? | Criar bebês editados? | Observações |
|---|---|---|---|
| EUA | ❌ Proibido | ❌ Proibido | Pesquisas restritas |
| Reino Unido | ❌ Proibido | ❌ Proibido | Apenas estudos não reprodutivos |
| União Europeia | ❌ Proibido | ❌ Proibido | Regulamentação unificada |
| China | ⚠️ Regulamentação limitada | ❌ Proibido | Caso CRISPR de 2018 gerou escândalo |
| Emirados Árabes | ✔️ Permitido | ⚠️ Possível | Onde a Preventive pode atuar |
Essa tecnologia é segura?
Ainda não.
A edição genética em embriões envolve risco de:
- Efeitos off-target (erros em genes não planejados)
- Alterações permanentes e hereditárias
- Impactos desconhecidos na saúde adulta
Cientistas afirmam que estamos literalmente no começo da compreensão completa do genoma humano.
Por que Sam Altman está interessado nisso?

Altman já investiu em:
- IA avançada
- Biotecnologia
- Pesquisa radical em longevidade
- Startups de engenharia genética
Seu foco é “resolver problemas grandes e estruturais”, como doenças genéticas que afetam milhões de pessoas.
Perguntas rápidas
Edição genética de embriões é legal?
Na maioria dos países, não.
O objetivo é criar “bebês perfeitos”?
Oficialmente, o foco é prevenir doenças, não personalizar características.
Há riscos?
Sim: mutações indesejadas, impactos desconhecidos e debates éticos sérios.
Quando isso pode se tornar realidade?
Especialistas afirmam que ainda estamos longe de autorizar bebês geneticamente editados.
| Categoria | Descrição | Impacto |
|---|---|---|
| Benefícios |
| Alto impacto positivo na saúde pública e na qualidade de vida das futuras gerações. |
| Riscos |
| Risco elevado, com consequências que podem se estender por várias gerações. |
| Limitações |
| Limitações científicas, éticas e legais reduzem a aplicação prática da tecnologia hoje. |
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Eduardo Barros é editor-chefe do Tecmaker, Pós-Graduado em Cultura Maker e Mestre em Tecnologias Educacionais. Com experiência de mais de 10 anos no setor, sua análise foca em desmistificar inovações e fornecer avaliações técnicas e projetos práticos com base na credibilidade acadêmica.

























