O que está acontecendo com a automação da Amazon?
A Amazon está avançando em um plano interno de automação em larga escala que pode reduzir drasticamente a dependência de mão de obra humana nos próximos oito anos.
De acordo com documentos internos vazados e reportagens da Gizmodo e The Verge, a empresa pretende automatizar até 75% de suas operações nos Estados Unidos até 2033, evitando a contratação de aproximadamente 600 000 trabalhadores.
De acordo com o relatório, a divisão Amazon Robotics lidera o processo de automação, integrando robôs móveis, sistemas de picking automatizados e inteligência artificial diretamente aos centros de distribuição da empresa.
Em comunicado, a Amazon negou que haja planos de demissões em massa, mas confirmou que “a automação faz parte da estratégia de longo prazo para eficiência e segurança”.
🎥 Amazon, robôs e IA: o trabalho até 2033
Documentos citados pela imprensa apontam que a Amazon quer automatizar 75% das operações e já utiliza mais de 1 milhão de robôs. Qual profissão você acha que será automatizada em massa primeiro?
- Meta: 75% de automação e expansão para 40 centros
- Robótica e IA transformando a logística e o mercado de trabalho
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O que significa “substituir funcionários por robôs”?

Na prática, a Amazon não pretende demitir meio milhão de pessoas de imediato. Em vez disso, a empresa busca reduzir novas contratações conforme a automação eleva a produtividade.
Os robôs autônomos assumem as tarefas manuais e repetitivas, enquanto os profissionais humanos concentram-se em manutenção, monitoramento e supervisão técnica.
Como será a automação dos armazéns da Amazon?
A estratégia será implementada em fases até 2033.
Nos centros de distribuição, os robôs já realizam parte do transporte e empacotamento, e novos sistemas estão sendo testados para ampliar essa automação.
Principais tecnologias envolvidas
- Robôs móveis autônomos — substituem operadores de empilhadeiras e transporte interno.
- Sistemas automatizados de picking — braços robóticos que separam e empacotam produtos.
- IA preditiva — algoritmos que antecipam picos de demanda e otimizam estoques.
- Sensores e Internet das Coisas (IoT) — monitoram temperatura, rotas e desempenho em tempo real.
- Redes neurais de aprendizado contínuo — permitem que os robôs adaptem movimentos a novos produtos e formatos.
Por que a Amazon está acelerando essa automação?

O plano reflete uma combinação de eficiência operacional, corte de custos e escalabilidade global.
Principais objetivos
- Economia projetada: mais de US$ 12,6 bilhões em economia até 2027.
- Produtividade contínua: robôs trabalham 24 h por dia, reduzindo atrasos e erros.
- Segurança e ergonomia: menos acidentes com empilhadeiras e levantamento de peso.
- Sustentabilidade: otimização de rotas reduz consumo energético.
A automação também permite expandir a capacidade de entrega da Amazon sem aumentar proporcionalmente a força de trabalho — especialmente em períodos de alta demanda, como Black Friday e Prime Day.
Quais são os impactos para trabalhadores e para o mercado?
A substituição gradual de funções humanas levanta questões sociais e econômicas.
- Mudança no perfil profissional: aumento da demanda por técnicos de robótica e engenheiros de manutenção.
- Redução de vagas operacionais: menos oportunidades de entrada em centros logísticos.
- Discussões éticas e políticas: líderes como o senador Bernie Sanders pedem transparência sobre o impacto trabalhista.
- Possível desigualdade regional: regiões com maior concentração de armazéns podem sofrer retração no emprego.
Isso é verdade? O que foi confirmado até agora?
Sim, há fortes indícios baseados em documentos reais e declarações públicas:
| Fonte | Informação principal | Situação |
|---|---|---|
| Gizmodo | Vazamento interno indica automação de 75% das operações e 600 000 vagas evitadas | Confirmado |
| SupplyChainBrain | Relata plano de substituir até 600 000 empregos em armazéns | Confirmado |
| The Verge | Menciona meta de reduzir 160 000 contratações até 2027 | Confirmado |
| Reuters | Amazon confirma automação crescente, mas nega demissões em massa | Oficial |
| Computerworld | Estimativas de economia de US$ 12 bi até 2027 | Confirmado |
A empresa não negou o uso crescente de robôs, apenas qualificou que as cifras vazadas representam “cenários internos”, não metas públicas consolidadas.
Quais são os desafios e riscos dessa automação?
- Risco social: perda de empregos de baixa qualificação sem programas de requalificação.
- Dependência tecnológica: paralisações podem gerar gargalos globais de entrega.
- Cibersegurança: robôs conectados são potenciais alvos de ataques.
- Sustentabilidade ética: necessidade de equilibrar inovação com responsabilidade corporativa.
O que especialistas dizem sobre o futuro da automação?

Pesquisadores em IA e economia do trabalho reconhecem que a automação avança de forma inevitável, mas defendem políticas de inclusão tecnológica para garantir que trabalhadores e empresas evoluam juntos nesse processo.
“Não é o robô que elimina o emprego — é a falta de planejamento para o novo tipo de trabalho que ele cria.”
— Dr. Ethan Zhou, MIT Tech & Labor Institute (2025)
Especialistas apontam que a automação criará novas oportunidades de trabalho em áreas como manutenção de robôs, operação de sistemas de IA e logística de dados, embora o volume dessas vagas ainda fique abaixo do número de postos substituídos.
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Perguntas frequentes (FAQ)
❓ A Amazon vai demitir 500 000 pessoas?
Não. O plano indica que a empresa pretende evitar novas contratações por meio de automação — não demissões em massa imediatas.
❓ Quantos robôs a Amazon já possui?
Mais de 750 000 robôs ativos em armazéns globais, e a empresa planeja ultrapassar 1 milhão até 2030.
❓ Qual o impacto no Brasil?
Até o momento, o plano de automação se concentra nos EUA, mas tecnologias semelhantes já estão sendo testadas em centros de distribuição na América do Sul.
❓ Isso é o fim dos empregos humanos?
Não. É uma transformação: surgem novas funções ligadas à engenharia, manutenção e gestão de IA.
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O plano da Amazon para automatizar 75% de suas operações até 2033 marca um divisor de águas na história do trabalho moderno.
Mais do que um projeto interno, ele simboliza o avanço de uma nova fase da economia — a era da automação inteligente, onde robôs e IA assumem tarefas humanas em busca de eficiência máxima.
O desafio agora não é parar os robôs, mas preparar as pessoas para trabalharem com eles.

Eduardo Barros é editor-chefe do Tecmaker, Pós-Graduado em Cultura Maker e Mestre em Tecnologias Educacionais. Com experiência de mais de 10 anos no setor, sua análise foca em desmistificar inovações e fornecer avaliações técnicas e projetos práticos com base na credibilidade acadêmica.

























